Painel de folhagens deixa a sala mais charmosa

Se fosse uma receita de bolo, seria algo assim: 1 treliça, 1 begônia "Beleaf Inca Flame" de parar o trânsito, substrato e manta de drenagem quanto baste e calatheas para "polvilhar". Junte delicadamente, reserve um lugar de destaque e sirva. Sem moderação! Begônia escandalosamente Mais Cor, Por Favor, produzida em Holambra pela R. Acosta Plantas Ornamentais, tudo comercializado pelo Veiling Holambra. E substrato levinho, adubadinho, carinho para as raízes, da Forth Jardim, pra deixar esse painel vertical bonito e valente por muitos meses.

Daí que você vai se perguntar: A) suja a parede? B) como rega? C) precisa de luz. Não suja, graças ao plástico que colocamos atrás da treliça de madeira tratada da Green Wood. Rega-se uma vez por semana em abundância, tirando da parede e deixando de molho num balde ou bandeja rasa por uns dez minutos, depois colocando de pé por... bem, até parar de pingar! Olhaí a parte da receita que é o "água a gosto"? ;)

Ah, já ia esquecendo, siiiiiim, precisa de luz, muuuuita luz!
26 JAN 2017
tags: orquídea

Como fazer um arranjo de terra com orquídeas

Há plantas que crescem na terra, como a maioria das que conhecemos. Existem outras que preferem se desenvolver usando as árvores de apoio – alô, avencas, samambaias e muitas muitas orquídeas. E há plantas que são "flex", tipo carro que funciona a álcool ou gasolina, manja?

Para fazer esse arranjo no tacho que apareceu no Mais Cor, Por Favor, as mini Phalaenopsis foram plantadas num cantinho cheio de musgo esfagno, enquanto todas as outras plantas ficaram no substrato para mudas, levinho e bem adubado. Ao longo dos meses, as orquídeas certamente vão soltar novas raízes e irão buscar "comidinha" no substrato da Forth Jardim, mas como essas plantas são "flex", se ficarem em contato com um pouquinho de terra não há mal nenhum.

E o que são essas mini Phalaenopsis de Chengpin Orquídeas? Para tudo! Cada flor é do tamanho de uma bolinha de ping-pong! Detalhe pro destaque que elas ganham tendo ao fundo as folhagens escuras das calatéias e da ginura, as maravilhazinhas verdes e roxas produzidas por R.Acosta Plantas Ornamentais. Os dois produtores, aliás, comercializam pelo Veiling Holambra, então, vai ser fácil encontrar essas espécies em gardens de todo o país. O musgo verdinho e vivo que faz acabamento vem de outro parceiro amado, a Chácara Tropical, que está comigo desde a primeira temporada e já é minha casa no Rio de Janeiro. E o musgo esfagno, aquele que serve de "caminha" para as orquídeas, foi fornecido pela Anahí Embalagens e vai garantir que o arranjo todo fique úmido por mais tempo.

Se você fizer igual em casa, só fique atento às regas: molhe bem, em abundância, dê uns dez minutos para as plantas absorverem bem a água, e então tombe o tacho devagarinho para escoar o excedente da rega. Cuidado redobrado sempre com base de arranjo que não tem furo embaixo, tá? Fazendo assim, caprichado, uma vez por semana, as plantas ficarão lindas por muito tempo – e essas orquidinhas aguentarão floridas por até três meses perto de uma janela com muita claridade.
05 ABR 2016
categoria: Cursos

Oportunidade para "virar" paisagista ou jardineiro

Tá difícil, eu sei. O dinheiro não acompanha os dias do mês, o sono não recarrega as horas trabalhadas e a cada momento há mais incerteza. Na fila da padaria, no ponto de ônibus, no salão de beleza, as pessoas cochicham e, de vez em quando, sai um "demitido" ou "vendas caíram" no meio da conversa.

Como nada nessa vida é só lagarta, há muitas coisas ao seu redor que reacendem a beleza e a esperança. Uma delas é que cresce o interesse das pessoas pela jardinagem. Toda semana recebo uma mensagem ou pergunta de ouvinte querendo saber como "virar" jardineiro ou paisagista, de que maneira transformar uma área de prazer ou curiosidade em trabalho. Talvez esses desejos tenham tido oportunidade de ganhar voz só agora, que a "crise taí". Pode ser que a demissão seja um empurrão pra se desacelerar, pra pensar mais no que estamos fazendo por nossas vidas, por nossas famílias e por este simpático planetinha azul.

Foi pensando nisso que topei o convite do mestre Raul Cânovas para dar uma palestra no curso que acontece em São Paulo, neste sábado, 09/04, às 8h, sobre Paisagismo em Tempos de Crise. Não é só para paisagistas, é claro! Quero encontrar lá jornalistas como eu, e também advogados, estudantes, médicos, administradores, balconistas e todos os que estão buscando um novo despertar. Chega de ser lagarta. Agora, vamos borboletar por aí! Para mais informações, inscrições e a lista completa de todos os feras que serão meus colegas de microfone, acesse aqui.

Te encontro no sábado pra ver brotar esse jardineiro ou jardineira que está aí, doido pra sair de dentro de você, está bem?

5 segredos para fazer um jardim vertical perfeito

"Mas pintar a parede de preeeeto?" Alguém sempre me olha torto quando eu explico o passo a passo de um jardim vertical e compartilho esse segredinho de paisagista. "Isso mesmo, preto. E os vasos também precisam ser pretos." Não, não pode ser marrom, nem verde-cor-de-folha. Quer dizer, poder, pode. Só que o preto cria um efeito de ilusão de ótica melhor do que o de qualquer outra cor, fechando os buraquinhos entre os vasos e fazendo a parede "desaparecer". O olho vê uma grande mancha verde, entende? Tudojuntomisturado. Se você pintar a parede com neutrol, que é um impermeabilizante todo preto, já resolve dois problemas de uma só vez.

As plantas, sim, podem ser de várias cores. Você pode querer um efeito de bloco único, usando todas as plantas iguais, de pequenos pontos de cor, escolhendo algumas diferentes, ou de manchas e padrões geométricos, misturando três ou mais espécies na composição. Segundo segredinho de paisagismo: se o espaço for pequeno, use a mesma planta que ele parecerá maior, mais unificado. No máximo, ponha uns pontinhos de cor, mas nada que exceda mais de 5% da composição. Em jardins verticais grandes, com mais de 10 metros quadrados, você vai ver que as manchas de plantas diferentes aparecem muito melhor — quanto mais de longe você puder admirar a parede, mais vale brincar com diferentes cores e texturas.

Terceiro segredinho de paisagista: para efeito de cálculo, cabem 3 vasos por metro linear, o que dá mais ou menos 9 vasos por metro quadrado. Isso vai mudar de acordo com o tamanho do vaso e, principalmente, com o volume da folhagem escolhida. Não ponha nada muito grudado, dê espaço para a planta crescer e se mostrar. Pense em como o jardim vertical vai ficar daqui a uns três meses e não em como ele está no dia da implantação. Em menos de uma semana as plantas começam a se acomodar e a buscar o sol ou a luz, então, aquele galhinho que você ficou meia hora arrumando pra direita não estará necessariamente na mesma posição no dia seguinte.

Mais um truque: vasos muito grudados, sem aeração adequada, atraem cochonilhas, os grandes detonadores de jardins verticais. Ácaros também surgem em ambiente onde as plantas estão todas "socadas", por isso, não exagere, de verdade, na proximidade dos vasos.

Quer mais dicas? Então, fique com mais esta: use vermiculita e Bokashi no preparo da terra que vai para cada vaso. A vermiculita é um mineral muito leve, capaz de absorver até cinco vezes seu peso em água. Ela mantém não só a planta úmida por mais tempo como também diminui o aquecimento dos vasos no calor (eles são pretos, lembra?). É facilmente encontrada em casas agrícolas, em sacos de 25 ou 50 litros. Você pode usar uma mão bem cheia de vermiculita por vaso – só evite nas plantas que preferem um solo mais aerado, como é o caso do alecrim, da rosa e de tantas outras espécies de clima temperado.

Já o Bokashi é um adubo orgânico multi uso, que reúne vários micro e macro nutrientes numa misturinha que os japoneses guardam a sete chaves. Tem farinhas (de osso, de sangue, de peixe), extrato de algas, microorganismos benéficos, esterco curtido, palha de arroz e muitos outros ingredientes, que são misturados em uma pilha de fermentação até atingirem o ponto perfeito. O grande efeito do Bokashi é que ele vai sendo liberado nas raízes aos poucos, a cada rega, mantendo a planta adubada por até seis meses, dependendo das necessidades de cada espécie. Nos jardins verticais, você pode usar uma mão bem cheia de bokashi por vaso, misturando-o muito bem à terra antes de colocar o torrão de raízes.

Agora que você já conhece todos os pulos-do-gato do jardim vertical, tá na hora de colocar a mão na terra e montar você mesmo uma parede verde linda na sua casa. Neste vídeo para o Mais Cor, Por Favor, do GNT, eu mostro como você faz o plantio de cada vaso. Boralá?
29 JUL 2015
categoria: Minhas raízes

O melhor e mais barato antidepressivo do mundo

Ali não chega o barulho das buzinas. O carteiro não te encontra pra entregar contas a pagar. Seu chefe não aparece para dar bronca, aquela colega invejosa não consegue te atingir. Ali, naquele canto tão sagrado, não há dedos apontados para você. Ninguém te julga, te condena, nada faz você se sentir inferior. Porque ali é seu cantinho verde, seu oásis particular que cabe tanto num quintal enorme quanto num prosaico conjunto de vasinhos.

É pra lá que eu vou quando preciso esfriar a cabeça, quando o dia está difícil, quando me sinto triste. E as plantas sempre me acolhem. Quem vê de fora olha uma mulher cuidando de suas plantas, mas todo amante da natureza sabe que são as plantas quem cuidam da gente. Seus ramos oferecem um abraço, as folhas tremelicando ao vento parecem varrer suavemente o pó dos dias ruins. Aquele falatório interior vai se esvaziando na minha mente e logo estou concentrada num botão que está prestes a florir, vendo as formigas passarem tão apressadas, observando uma gota de água se equilibrando na ponta de uma folha.

Quinze minutos num jardim fazem milagres que nem a ciência duvida mais. Uma pesquisa holandesa mostrou que quanto mais plantas há numa casa ou nas imediações, menor a incidência de depressão, ansiedade, pressão alta e problemas cardíacos. Foram ouvidas 350 mil pessoas para esse estudo, que revelou também que os efeitos de um jardim são ainda maiores em crianças, idosos e na população de baixa renda. Outra pesquisa, nos Estados Unidos, avaliou o impacto que um passeio num parque tem no ser humano: os participantes eram submetidos a vários testes antes e depois de caminharem num jardim botânico. Quem ficou em contato com a natureza por alguns minutos revelou um humor e uma memória melhores do que aqueles que não andaram no parque.

Pesquisas em botânica no Japão, Inglaterra, Escócia e Espanha trazem resultados semelhantes, apontando benefícios até mesmo de as crianças brincarem na terra. É que o solo contém uma bactéria, Mycobacterium vaccae, que reduz a ansiedade e melhora a capacidade de aprendizado ao provocar o crescimento de células produtoras de serotonina. Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, descobriram que essa bactéria pode ajudar no desenvolvimento cognitivo infantil, desempenhando o papel de um antidepressivo natural. Nem dá pra se surpreender com esses resultados: qualquer adulto que já fez bolinho de terra, que subiu em árvore e colheu fruta no pé, sabe que aquilo, sim, é que é infância boa!

Volto ao meu jardim e deixo que aquele cheiro de terra molhada invada meus pulmões, expulse a fuligem e a poluição da cidade, me renove. Acaricio as folhas do meu pé de capim-limão crescendo tão animado num canteirinho de menos de um metro quadrado – o cheiro cítrico me traz paz. Meus quinze minutos passaram devagar como nuvens sem vento, e eu estou pronta, corpo fechado, para encarar a correria da rotina mais uma vez. Só que agora levo uma floresta inteira dentro de mim.
04 MAI 2015
categoria: Dicas práticas
tags: horta

3 passos para acertar na horta desde o começo


Você já reservou um dia para plantar, comprou terra e luvas de jardinagem e está a meio passo de começar uma horta em casa. Que bom! Mas, ó, deixa eu te dar 3 dicas. É que depois de eu ter feito os vídeos da websérie #MinhaHorta, para a Isla Sementes, descobri que a gente sempre esquece alguma coisa em cima da hora. Então, pra te ajudar, aqui vai um check list da sua primeira horta:

1. Certifique-se de que tem tudo à mão
A maioria das pessoas só pensa nas plantas, mas elas entram no último passo da montagem da horta. Antes disso, você vai precisar de um lugar onde plantar (canteiro, vaso ou jardineira), areia, terra vegetal, composto orgânico ou húmus de minhoca, vermiculita, pá de jardinagem, plaquinhas de identificação, borrifador e regador. Caso faça a horta em vasos, acrescente à lista de materiais também algo para a camada de drenagem: valem argila expandida, brita, pedrisco, caco de telha e até bandejinhas de isopor.

2. Decida em quanto tempo quer colher
Começar uma horta com mudas é mais rápido, mas também acaba logo, já que a maioria das espécies tem ciclo de vida curto, de mais ou menos seis meses. Como as mudas já têm uns três meses de vida quando a gente compra, você vai ter só mais uns meses pra brincar de fazendeiro. Se preferir acompanhar sua horta desde o primeiro par de folhinhas, opte por usar sementes – aqui tem um vídeo com o passo a passo da semeadura, pra você acertar o berçário das suas sementes.

3. Plante junto espécies que espantam pragas
Tudo bem que você quer colher alface e couve, mas se não tiver por perto alguma planta inseticida ou repelente, vai ter de brigar dia a dia com lesmas, lagartas, cochonilhas e outras pragas. A tagetes, por exemplo, é uma flor muito usada para repelir pulgões: ter algumas mudas dela no meio da horta é economizar no inseticida. Capim-limão afasta pernilongos, boldo evita formigas e capuchinha atrai as lagartas só pra ela, poupando outras espécies de serem devoradas. Já as cochonilhas você evita mantendo o espaçamento correto entre as plantas, como eu mostro neste vídeo da websérie #MinhaHorta.

Agora que você já está com tudo pronto, inclui aí na lista o celular, pra tirar uma foto linda da sua horta e marcar o Instagram da @islasementes com #minhahorta. Tô doida pra ver como ficou seu cantinho verde! Mostra! Mostra! Mostra!
25 JUN 2014
tags: orquídea

Sua loucura por orquídeas virou doença?

Dez anos atrás, quando me apaixonei perdidamente por orquídeas, comecei a fazer toda sorte de coisa imbecil que você possa imaginar. Enfrentei duas horas de karaokê japonês só para comprar plantas mais baratas. Enfiei o dedo em tanta lesma que perdi a conta. Quase fui mordida por uma caranguejeira que dormia sorrateira entre dois vasos recém comprados. Viajei de carro nas posições mais incômodas possíveis só para não estragar a folhagem de uma orquídea. Varei muita madrugada na feira noturna do Ceagesp em busca de uma espécie mais rara, me endividei para pagar uma Vanda e até móvel já doei para ter mais espaço paras minhas meninas.

Nada disso se compara a entrar numa loja agrícola para comprar adubo. Quando você chega nesse ponto, é sinal de que os orquidários já não são o bastante — você agora busca insumos no mesmo lugar que os produtores o fazem, a preços tão mais baixos que os das casas de jardinagem que choro só de imaginar quanto dinheiro gastei de bobeira.

Entrar nesses lugares é como visitar um mundo paralelo. Eles são grandes galpões, com tralhas do chão ao teto, frequentado por fazendeiros e pequenos produtores, toooodos homens. Os atendentes não têm pressa nenhuma, aliás, parece que o relógio local anda mais devagar. Para você ter uma ideia de como a realidade lá é bem diferente da encontra em floriculturas e orquidários limpinhos:

— Oi, o senhor tem adubo Bokashi?
— Tenho.
— Quanto está o pacote?
— Cem reais.
— Cem reais!?! Quantos gramas vêm?
— Gramas? O saco tem 40 kg, moça.

Fiquei atônita por uns minutos até meu cérebro-acostumado-com-potinhos-de-Bokashi-do-tamanho-de-um-copo-americano processar a informação.

— Moço, é tanto quilo que nem consigo calcular. Que tamanho tem o saco?
— Vem aqui.

Ele me fez dar a volta até a lateral do galpão – literalmente com fardos do chão ao teto –, onde sobrava espaço para uma só pessoa circular.

— Tá vendo aqueles sacos?
— Jisuis, é muita coisa!
— Aqueles são de 20 kg. É o dobro disso.

Pegou o espírito?
18 JUN 2014
categoria: Minhas raízes
tags: grama

Criança que brinca na grama cresce mais feliz

Como eu odiasse brincar de Barbie e minha irmã só tivesse uma irmã, ela abria uma exceção: sempre que a gente podia ficar no pátio do prédio, nos entretíamos brincando "de comidinha". Era uma diversão pouco ecológica, é verdade. Resumia-se a apanhar um punhado de matos de diferentes cores, quase sempre bem debaixo da placa de "É proibido pisar na grama", picá-lo e dividí-lo entre as várias panelinhas e potinhos de danoninho. Com algumas folhas, fazíamos suco acrescentando água; com outras, misturávamos barro e, depois de algumas horas de exposição a um sol esturricante, tínhamos bolos decorados com pedrinhas.

Dias atrás, estava eu fuçando na internet quando dei de cara com o catálogo de um spa holístico. Imagine a minha surpresa ao descobrir, vinte anos depois das brincadeiras de comidinha, que muita gente acredita que cair numa poça de lama pode deixar a pele mais macia. Melhor: tem mulher que chega a desembolsar até um salário mínimo para que alguém esfregue seu rosto com barro mole, "em movimentos suaves e circulares".

A julgar pela grande oferta de produtos similares em spas, há quem se deleite em ficar deitado de bruços, com pedras fumengantes colocadas em locais estratégicos das costas. Em muitos desses lugares, é possível tomar suco de clorofila por ínfimos R$ 15.

É um mundo estranho esse em que adultos bebem suco de grama e crianças brincam com celulares de verdade.
04 JUN 2014

3 dicas para melhorar as fotos de plantas

1. Aprendi com amigos fotógrafos um truque muito bom para fazer imagens amadoras parecerem sérias: clicar de perto coisas que você está acostumado a ver de longe e fotografar de muito perto aquilo que sempre está ao alcance dos olhos. Uso a dica em fotos prosaicas de plantas que encontro nas minhas andanças. Faça o teste numa bromélia, por exemplo: dá para ver o cálice tão de perto que até parece outra planta.

2. Acorde cedo. A luz do sol da manhã deixa as fotos com as cores mais vibrantes e sem aquele amarelo carregado do sol da tarde. Essa dica é especialmente importante para quem pretende fotografar ambientes externos – perto do meio-dia, as sombras ficam duras e criam grandes áreas negras nas imagens. Vale lembrar também que dias nublados costumam render fotos de flores bem mais interessantes do que os dias de sol forte logo cedo.

3. Flores caídas são um daqueles temas que todo fotógrafo amador acha o máximo, mas que os profissionais costumam considerar de uma cafonice sem tamanho. Enquanto você ainda está praticando, não tenha vergonha de ser cafona, repetitivo, sem criatividade. Com um pouco de treino, você mesmo vai buscar novas formas de enxergar o mesmo jardim.
14 MAI 2014
categoria: Dicas práticas

Saiba evitar mosquinhas na composteira

Não meço esforços para ter um pouco mais de verde ao meu redor. Já coloquei uma bombinha de aquário num bidê, enchi de água e plantei ninféias e alfaces d’água. Meu jardim aquático durou pouco. Quando as plantas se tocaram de onde estavam florescendo, amarraram pedras no caule e se jogaram da borda. Morreram afogadas.

Anos depois, comprei um pé de amora. A árvore ficou tão grande que encostava no teto. Hoje, ela mora num sítio e está apaixonada por um ficus. Tenho também um ex-bonsai de romã que me agradece todos os dias por não cortar suas raízes como fazem os japoneses malucos.

De todos meus exemplos verdes, o que me dá mais dor de cabeça é a composteira. Os sites que ensinam como transformar lixo orgânico em adubo raramente sugerem que você tente isso num apartamento. Descobri por que: “Durante a compostagem, fungos, bactérias, protozoários, minhocas, besouros, lacraias, formigas e aranhas decompõem as fibras vegetais”.

Até aí, tudo bem. Os bichos não vão querer sair do quentinho por nada. O problema é que ninguém fala que entre os “amigos invisíveis” estão montes de drosófilas, aqueles mosquitinhos que gostam de banana. Agora, minha fruteira fica escondida no armário e só fecho a geladeira depois de me certificar de que não prendi nenhuma drosófila lá dentro.

Antes que eu me armasse de inseticida e saísse pela casa borrifando mosquitos, voltei ao site em busca de um alento. “Não se preocupe: fazer compostagem não vicia, é apenas uma atividade apaixonante como todo aprendizado com a natureza.” Um agrônomo poeta! Era só o que me faltava.

Para você, que tenta produzir adubo num apartamento usando seus restos de cozinha, uma dica: mantenha a composteira sempre com uma boa camada seca por cima – mesmo que ela esteja fechada. Solteiros e casais sem filhos sabem bem o que estou dizendo: quem não produz uma quantidade grande de material a ser compostável acaba encontrando mais mosquinhas do que adubo quando abre a composteira. Os melhores materiais secos para isso são serragem, aparas de grama e folhas de jornal picadinhas (de preferência as preto e branca, que têm menos tinta). #ficadica

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